06 a 10 de março de 2021

Realizar filmes, cruzar o Atlântico

Kênia Freitas conversa com Mati Diop

Mati Diop, que ganhou atenção especial de crítica e público de cinema ao ter Atlantique (2019), seu primeiro longa como diretora, exibido e premiado com o Grand Prix no Festival de Cannes, divide seu ponto de vista como cineasta e artista. A crítica de cinema Kênia Freitas conduz a conversa, que versa sobre o desdobramento do curta Atlantiques, realizado dez anos antes (2009), em longa-metragem, destacando questões migratórias que marcam e baseiam narrativas de Diop, suas influências musicais e literárias e sua trajetória. Haverá tradução em português.
 

Kênia Freitas

Kênia Freitas é pesquisadora, crítica e curadora de cinema, com pesquisa sobre Afrofuturismo e o Cinema Negro. Fez estágios de pós-doutorado (CAPES/PNPD) no programa de pós-graduação em Comunicação na UCB (2015-2018) e no programa de pós-graduação em Comunicação da Unesp (2018-2020). Doutora pela Escola da Comunicação da UFRJ na linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas (2015). Realizou a curadoria das mostras ""Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica"" (2015), ""A Magia da Mulher Negra"" (2017 e ""Diretoras Negras no Cinema brasileiro"" (2017-2018). Integrou as equipes curatoriais do IX CachoeiraDoc (2020) e Festival de Cinema de Vitória (2018). Escreve críticas para o site Multiplot!. Ministra cursos e oficinas sobre crítica, cinema negro, afrofuturismo e fabulações.

 

Mati Diop

Mati Diop vive e trabalha entre a França e o Senegal. Seu primeiro longa-metragem Atlantics ganhou o Grande Prêmio do Festival de Cinema de Cannes, onde estreou em 2019 e foi selecionado para Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. Em meu quarto (2020), seu último curta-metragem estreou no Festival de Veneza. Seus curtas anteriores, One Thousands Suns (2014), Big in Vietnam (2011), Snow Canon (2010) e Atlantics (2009) foram exibidos e premiados em muitos festivais de cinema, incluindo Veneza, Toronto, Rotterdam, Viennale, FID Marseille, Indie Lisboa. Mati recebeu o prêmio Martin E. Segal de Artista Emergente do Lincoln Center em 2016. Como atriz, Mati Diop estreou em 35 Shots of Rum (2008), de Claire Denis, e desde então apareceu em Simon Killer de Antonio Campos (2012), Fort Buchanan de Benjamin Crotty (2014) e Hermia & Helena de Matias Piñeiro (2016).