06 a 10 de março de 2021

Encontro com Realizadoras e Realizadores

conversa com Anna Muylaert, Bruno Ribeiro, João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata, Kaique Brito, Lia Letícia, Nele Wohlatz e Sergio Silva.

Mediação: Luís Fernando Moura e Kleber Mendonça Filho

 

Anna Muylaert

Anna Muylaert é diretora e roteirista de cinema e televisão. Nas ultimas 3 décadas, trabalhou na criação e roteiros de séries para televisão (Mundo da Lua, Castelo RA-TI-BUM, Filhos do Carnaval, As Canalhas, entre outros). No cinema colaborou nos roteiros de longs como O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, e Praia do Futuro, de Karim Aïnouz. Dirigiu curtas como A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti, e 5 longas, entre eles Durval Discos e Que Horas Ela Volta? – vencedor do Panorama Audience Award na Berlinale 2015 - lançado em mais de 30 países. Em 2021 lançará o documentário Alvorada em codireção com Lô Politi, sobre o impeachment de 2016. Atualmente trabalha na pré-produção de seu novo longa, O Clube das Mulheres de Negócios. É membro da Academia de Artes e Ciências de Hollywood.

 

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata

João Pedro Rodrigues é um cineasta português. Quando tinha 8 anos, o pai ofereceu-lhe uns binóculos e ele decidiu ser ornitólogo. Começou por estudar biologia na Universidade de Lisboa, mas desistiu para estudar cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Escreveu e realizou cinco longas-metragens: da sua primeira obra, intitulada O FANTASMA (2000), estreada em competição no 57º Festival Internacional de Cinema de Veneza, e que se tornou um filme de culto, até o seu mais recente longa, O ORNITÓLOGO, que lhe valeu o Leopardo de Prata de Melhor Realizador no 69º Festival Internacional de Cinema de Locarno, em 2016. Co-realizou várias curtas e o longa A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU (2012) com o seu companheiro e colaborador artístico habitual, João Rui Guerra da Mata. João Rui Guerra da Mata nasceu em Lourenço Marques, Moçambique. Passou os seus anos de formação em Macau, na China, então uma colónia portuguesa. Estudou e trabalhou em design gráfico e tipografia em Lisboa, onde reside atualmente. Trabalha em cinema desde 1995, como Diretor de Arte e Figurinista, Ator, Assistente de Direção, Argumentista e Diretor. Em 2003, foi convidado pela Escola Superior de Teatro e Cinema a desenhar o programa da disciplina de Art Direction/Production Design, até aí inexistente, tendo sido professor dessa disciplina de 2004 a 2011. Em 2012 realizou a sua primeira curta-metragem a solo, O QUE ARDE CURA, premiada na Competição do Festival Internacional de Cinema de Locarno. Co-realizou e escreveu várias curtas e a longa A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU (2012) com o seu companheiro e colaborador artístico habitual, João Pedro Rodrigues.

 

Lia Letícia

Lia Letícia pensa seu trabalho a partir de um campo ampliado de arte, na tensão entre práticas artísticas e a sua pretensa autonomia. A construção e conflitos advindos dessa reflexão engendram suas obras. Artista visual, natural de Viamão/RS, muda para Olinda/PE no final da década de 90 e explora a pintura em diversos suportes, inclusive o audiovisual, e investiga as relações entre este e a performance. Além de escrever e dirigir seus próprios filmes, trabalha como diretora de arte. Seus trabalhos transitam entre festivais de cinema e exposições de arte, multiplica esta experiência através de ações como o Cinecão ou como artista educadora em projetos de experimentação audiovisual, como a Escola Engenho. Também colabora como diretora e montadora em trabalhos de artistas visuais, coordena coletivamente projetos da Galeria Maumau e faz parte do CARNI- Coletivo de Arte Negra e Indígena. Atualmente finaliza dois curtas, co-roteiriza e co-dirige a segunda temporada da série Brasil Visual e prepara exposição solo no Rio de Janeiro/RJ. Vive em Recife/PE.

 

Sergio Silva

Sergio Silva é cineasta e roteirista com experiência em programação e pesquisa da história do cinema. Foi curador da Cinemateca Brasileira entre 2012 e 2020, onde realizou centenas de programações de cinema estrangeiro e brasileiro. Diretor e roteirista de filmes como Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham as estrelas (2020), Febre (2018), Minha única terra é na Lua (2017), A vida do fósforo não é bolinho, gatinho (2014), premiados em festivais como Mix Brasil, Goiânia Mostra Curtas, Festival de Curtas-Metragens de SP, entre outros. Contribuiu criativamente com cineastas como Helena Ignêz, Julia Katharine, Juliana Rojas, Marco Dutra, Gustavo Vinagre e Ícaro Martins. Atuante no estudo e pesquisa do cinema brasileiro há mais de vinte anos. Foi homenageado na Mostra Tiradentes SP em 2020 por seu trabalho junto ao coletivo Filmes do Caixote.

 

Bruno Ribeiro

Bruno Ribeiro é graduando do curso de Cinema e Audiovisual da UFF. Roteirizou, dirigiu e montou seu primeiro filme, “Pele Suja Minha Carne”, que teve ampla circulação em festivais nacionais e internacionais, tendo recebido vários prêmios de melhor filme e de melhor montagem. Seu segundo curta-metragem, ""BR3"", teve sua estréia internacional no Festival de Rotterdam, circulou nos principais festivais brasileiros, como o Festival de Brasília e Janela Internacional de Recife, e recebeu o Prêmio Revelação no Festival de Santa Maria da Feira em Portugal. Atualmente o realizador se dedica à finalização de dois novos curtas-metragens e ao desenvolvimento de seu primeiro longa, ""Sião"", que já participou de laboratórios e eventos de mercado como o BrLab (onde recebeu o Prêmio de Desenvolvimento da distribuidora Vitrine Filmes), Torino Film Lab, CineMundi e Ventana Sur.

 

Nele Wohlatz

Nascida em Hannover, Alemanha, mudou-se para a Argentina em 2009, onde dirigiu os curtas La Mochila Perfecta e Tres Oraciones sobre la Argentina, e co-dirigiu o documentário Ricardo Bär. Sua estreia de longa-metragem foi O Futuro Perfeito (El Futuro Perfecto) recebeu diversos prêmios, entre eles o de Melhor Primeiro Longa da Locarno 2016.

 

Kaique Brito

Kaique tem 16 anos e costuma gravar vídeos de uma forma diferente: dinâmicos, entre 15 segundos e 1 minuto e em sua maioria, com alguma crítica social. É produtor de conteúdo para as redes em geral, tendo o TikTok como a fonte de seus vídeos.